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Antonio C. Costa
Rio de Janeiro - Brazil
Teólogo, jornalista e fundador da ONG Rio de Paz
Interests: cristianismo calvinismo filosofia direitos humanos segurança pública justiça social desigualdade apologética
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As delações premiadas da operação Lava-Jato somadas às últimas revelações das facções criminosas JBS e Odebrecht, entre outras, mostram que a nossa classe política é a escória da sociedade brasileira. Temos como representantes, nas três esferas de poder -para desgraça de milhões de miseráveis e trabalhadores submetidos a carga desumana de trabalho e péssimos salários-, verdadeiros bandidos, que trabalham para biliardários, principais responsáveis por um país do tamanho de um continente, cuja economia é a sétima mais rica do mundo, conviver com indicadores sociais tão inaceitáveis. O que deveríamos fazer? Nos candidatarmos. Sim! Nos filiarmos a partidos políticos a fim de disputarmos cargos eletivos. Estamos nesse fundo de poço porque os canalhas supramencionados disputam com garra esses postos enquanto resumimos nossa indignação a discussões estéreis incapazes de mudar a história. Hoje cedo, enquanto fazia minha leitura bíblica devocional, examinando o livro de Ester, me deparei com dois textos que revelam os motivos que nós cristãos temos para atuarmos na esfera pública, seja como militante, seja como funcionário público, seja como político. Veja as palavras de Ester, no capítulo 8 verso seis: "Pois como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela?" Observe agora o que é dito sobre Mordecai, no último verso do referido livro do Antigo Testamento: "Pois o judeu Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade de todo o povo de sua raça". Os dois lutaram pelo seu povo a fim de que este tivesse assegurado o direito à vida. Enfrentaram leis draconianas, fizeram lobby e defenderam o direito de uma minoria oprimida. Como não levamos a sério passagens bíblicas como essas? Por isso, faço um apelo a você. Entre na política. "... e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?" (Es 4: 14) Continue reading
Posted 3 days ago at Antônio C. Costa
Não há motivo para nos dividirmos em razão de preferência político-partidária. A classe política brasileira não merece isso de nós. Os partidos políticos brasileiros estão imersos em corrupção, assumindo características de facção criminosa. É momento de nos unirmos em torno daquelas pautas suprapartidárias, que estão acima até mesmo de diferenças ideológicas, a fim de que o país saia da crise que se encontra. Continue reading
Posted 3 days ago at Antônio C. Costa
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O Brasil exige a renúncia de Temer. O Congresso Nacional tem agora o dever de votar emenda constitucional que permita a escolha por voto popular do novo presidente da República. Eleições diretas já! Dilma e Temer praticaram abuso de poder econômico nas eleições passadas. Foram eleitos de modo fraudulento, usando verba pública. O país precisa de um governo que não tema Curitiba. Presidente que, devido à sua retidão, esteja imune à Lava-Jato. Carecemos de estabilidade política que permita a retomada do crescimento econômico. São 14 milhões de desempregados! Mais do que isso, a democracia pressupõe o respeito à lei! A Constituição Federal tem de ser respeitada, o que produz previsibilidade e segurança, sem as quais, no lugar da justiça reinará o jeitinho brasileiro, responsável em grande parte pela nossa desventura e atraso. Se houve crime eleitoral e, agora, crime de tentativa de obstrução da justiça, o presidente tem de ser deposto caso não renuncie. Esse é momento de passarmos por cima do que nos divide, e juntos, em torno do que nos une, lutarmos para que o Brasil da Casa Grande e Senzala, do massacre do Carandiru, da chacina de Vigário Geral, do coronelismo, do patrimonialismo, do nepotismo, do "você sabe com quem está falando?", do sertão nordestino, das favelas, das crianças mendigando nas ruas, dê lugar ao Brasil da justiça e do direito. Continue reading
Posted 4 days ago at Antônio C. Costa
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Pedimos a Deus mente para pensar, coração para sentir e vontade para agir. Aí nos abatemos com a insanidade, a maldade e o sofrimento desses seres que são algozes e vítimas, que matam e morrem, que mentem e são enganados, que criam sistemas de exploração e são vítimas dos sistemas que criaram. Que mundo. Se você não pode dizer, "que mundo", está precisando de santificação. Estar atento aos fatos, fazer-se presente no mundo (ou submundo) real, tentar mudar o rumo da história, remete-nos para a luta diária contra a depressão. Pensar, amar e lutar nos fazem sofrer. Daí a necessidade de termos amigos para conversar, mantermos contato com a natureza, escutarmos boa música, orarmos em solitude, lermos a Bíblia, ouvirmos boa pregação, vestirmos nossa armadura completa, buscarmos força através da leitura das biografias dos santos, trazermos à memória o que nos pode dar esperança e nos lembramos do exemplo de Cristo, que chorou por Jerusalém, que se angustiou no Getsemani, que viu na sua crucificação o rosto do Pai se apagar, mas que trouxe vida, luz e liberdade ao mundo dos homens. Aqui estamos nós, você e eu, em meio a muita fragilidade, frustração, perplexidade, oposição, lutando por trazer transformação a um mundo em agonia. Deus quer que você e eu saibamos, entretanto, que sua graça é suficiente para que não percamos o ser, e poderosa para nos fortalecer a fim de que por onde passemos o perfume de Cristo seja exalado através da nossa vida. Continue reading
Posted 6 days ago at Antônio C. Costa
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GLOBONEWS: http://g1.globo.com/globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/domingo-das-maes-no-rio-tem-protesto-e-oracoes-pela-paz/5868932/ GLOBO ONLINE: https://oglobo.globo.com/rio/maes-que-perderam-filhos-vitimas-de-violencia-em-comunidades-realizam-ato-21339285 G1: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/videos/t/todos-os-videos/v/ong-rio-de-paz-e-maes-de-comunidades-protestam-em-copacabana-contra-violencia/5868636/ Continue reading
Posted 7 days ago at Antônio C. Costa
O Rio de Paz participará de manifestação pública na praia de Copacabana, em frente à avenida Princesa Isabel, nesse próximo domingo (14) às 12h. Dezenas de moradores das favelas de Manguinhos, Mandela, Jacarezinho, Rocinha, Cerro-Corá, Maré, entre outras, participarão de um almoço de "Dia das Mães" nas areias da praia. A escolha do local foi feita pelos próprios moradores das favelas mencionadas, que tencionam tornar público o absurdo de terem de escolher uma praia da Zona Sul do Rio para celebrarem o Dia das Mães -por se sentirem mais seguros nela do que nas comunidades pobres onde moram-, sujeitas a tiroteios que têm interrompido a vida de cidadãos e crianças, levando à incerteza e desespero número incontável de famílias. Uma mesa de 70 metros de comprimento, coberta por uma toalha vermelha, que simboliza o sangue das vítimas, será estendida nas areias da praia. Quatro painéis serão grafitados por artistas de favela, que usarão como temas a insegurança e condições precárias de vida do morador de comunidade pobre. O objetivo do ato público é cobrar o direito das mães e famílias da favela de poderem viver livres da violência com armas de fogo. Apoiam o protesto as seguintes instituições: - Fiocruz. - Sindicato dos trabalhadores da Fiocruz (Asfoc). - Associação de moradores do Parque Oswaldo Cruz. - Conselho comunitário de Manguinhos. - Movimento Favelas contra a Violência. - Associação de Moradores do Nelson Mandela. - Associação de moradores do Samora Machel. - ONG Rio de Paz. "O Rio de Janeiro está atravessando, na área da segurança pública, crise difícil de ser superestimada. Este ano, tivemos o primeiro trimestre mais violento dos últimos cinco anos, amargando a triste estatística de 1.873 mortes violentas. Devido à magnitude do problema, União, Estado e Município têm o dever de sentarem à mesa a fim de apresentarem aos moradores de favela, que são os que mais sofrem com a violência, políticas públicas que tenham como objetivo diminuir tão alto índice de letalidade", declara Antônio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz. Continue reading
Posted May 12, 2017 at Antônio C. Costa
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Acabamos de atualizar o "Placar da Violência", na Lagoa. Nós o fazemos mensalmente, apresentando a estatística de mortes violentas e os nomes das crianças vítimas de bala perdida. Até os Jogos Olímpicos, mantínhamos os nomes de todos os policiais militares assassinados, porém, por preocupação com a imagem da cidade nas Olimpíadas, a Prefeitura do Rio retirou todos eles. Mais de 100. Mas, vamos voltar. Nosso objetivo é manter um protesto permanente, num dos cartões postais da cidade, contra a mais grave violação de direito. Lutamos por uma cultura de respeito à santidade da vida humana no Brasil. VEJA OS NÚMEROS O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou na semana passada a terceira estatística de 2017 sobre a criminalidade no Estado. Os dados são estarrecedores. A análise comparativa entre os meses de janeiro a março de 2015, 2016 e 2017 demonstra que este ano foi o mais sangrento. 2015 jan-mar Homicídio doloso: 1.150 Lesão corporal seguida de morte: 11 Latrocínio: 37 Auto de resistência: 201 Policiais militares mortos em serviço: 7 Policiais civis mortos em serviço: - TOTAL: 1.406 2016 jan-mar Homicídio doloso: 1.244 Lesão corporal seguida de morte: 9 Latrocínio: 58 Auto de resistência: 160 Policiais militares mortos em serviço: 5 Policiais civis mortos em serviço: - TOTAL: 1.476 2017 jan-mar Homicídio doloso: 1.475 Lesão corporal seguida de morte: 11 Latrocínio: 79 Auto de resistência: 302 Policiais militares mortos em serviço: 6 Policiais civis mortos em serviço: - TOTAL: 1.873 Entre janeiro de 2007 e março de 2017, houve 61.518 mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro. Nesse mesmo período, houve 56.260 casos de desaparecimento. Não há a mínima dúvida de que há gente assassinada nessa estatística. Contudo, o poder público do Estado do Rio de Janeiro ainda não sabe dizer quantos tiveram a vida interrompida pelo crime. MORTES VIOLENTAS NO EST. DO RIO DE JANEIRO (2007 - MARÇO 2017) Fonte: ISP Homicídio doloso: 51.032 Lesão corporal seguida de morte: 422 Latrocínio: 1.756 Auto de resistência: 8.068 Policiais militares mortos em serviço: 200 Policiais civis mortos em serviço: 40 TOTAL: 61.518 "A miséria reinante nas comunidades pobres, a acefalia do governo estadual, o tráfico de armas e munições, a guerra às drogas, a falta de investimento nas polícias civil e militar, a corrupção escandalosa na mais alta esfera do poder público, a crise econômica, o colapso do projeto da UPP, a falta de engajamento da sociedade, são algumas das principais causas dessa estatística de guerra. União, Estado e Município têm o dever de sentar à mesa e apresentar à sociedade um plano para a diminuição de tão elevado e crescente índice de letalidade no Estado do Rio de Janeiro". Antônio Carlos Costa Fundador do Rio de Paz Continue reading
Posted May 12, 2017 at Antônio C. Costa
Enquanto a Holanda fecha presídios por haver mais vagas nas prisões do que gente a ser presa, em virtude da queda da taxa de criminalidade, no Brasil os crimes disparam e o sistema prisional convive com o drama da superlotação. Desde a era colonial lidamos com o crime na base do tiro, pancada e bomba. Nada mudou. Matamos muito. Nos tornamos a quarta população carcerária do mundo, mas continuamos amargando estatística de homicídio própria de países que se encontram em guerra. Vou declarar algo que muitos chamarão de ingênuo. A meta do homem não é matar é ser feliz. Praticar o crime é meio e não, fim. Há casos de psicopatologias severas, não se pode negar. Contudo, não é a experiência da maioria. Uma antropologia ingênua pode nos remeter à anarquia. Creio nisso. A impunidade deve ser combatida. Mas, isso é tudo? O que holandeses fizeram para diminuir o número de prisões no seu país? Será que podemos pensar em termos de medidas profiláticas e um modelo de sociedade que não funcione como obstetra do crime? Continue reading
Posted May 12, 2017 at Antônio C. Costa
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Ontem à noite fui dormir com o estômago embrulhado e receio de vomitar. Recebi, poucos minutos antes de ir para a cama, imagens de um tribunal do tráfico. A vítima obrigada a comer a própria orelha e em seguida lentamente degolada. Não consegui ver tudo. O noticiário também causa náusea. Na esfera pública multiplicam-se os crimes. O três poderes da República revelam-se visivelmente contaminados pela ganância, falta de escrúpulos e corrupção. Nas redes sociais e meios de comunicação multiplicam-se imagens que degradam a dignidade humana, banalizando a dor, vulgarizando o sexo e nivelando os seres humanos aos animais irracionais. Faz parte da nossa cultura o prazer de exaltar publicamente nosso repúdio às normas e convenções sociais, ainda que isso nos exponha aos comportamentos mais vulgares e despropositados. Parte da nossa música é repugnante. Vejo nas ruas pais, ao levarem seus filhos à escola, visivelmente constrangidos com o conteúdo do que crianças são forçadas a ouvir através de potentes caixas de som. Não é cultura transformar em canção cena de estupro coletivo sofrido por moça alcoolizada. Vou parar por aqui. Poderia multiplicar os exemplos: o comportamento das torcidas em jogos de futebol, a forma como tratamos uns aos outros nas redes sociais, os flagrantes casos de violação de direitos humanos praticados pelo próprio Estado, a justificativa ideológica para a exploração do pobre, os deputados dando cusparada em seus pares em sessão do parlamento, a impunidade dos crimes contra a vida. Obtivemos conquistas democráticas importantes nos últimos 25 anos. Há liberdade de imprensa e de expressão do pensamento. Em paralelo às liberdades civis e políticas, entretanto, percebe-se o avanço de uma forma de pensar que faz tábula rasa de todos os valores morais. Outro dia, uma amiga psicanalista me disse que no seu trabalho clínico percebe que a culpa deu lugar à depressão na vida dos seus pacientes. As pessoas não se sentem mais responsáveis por nada, apenas infelizes com a vida. Liberdade não é tudo. Removidos os estímulos que nos levam a dela utilizarmos para sermos melhores, mais justos, mais educados, mais gentis, mais humanos, se transforma em anarquia e tirania da maioria. O fracasso de um sistema educacional que não forma cidadãos cônscios dos seus deveres, o ensino do relativismo ético nas escolas e universidades, os lares destruídos pelo egoísmo de casais que seguem a mentalidade do "amor que seja eterno enquanto dure" e a falta de pregação de um evangelho que não se deixou contaminar pelo conservadorismo anacrônico e o progressismo sem amor estão por trás, entre outras causas, dessa pobre liberdade, que nos faz amargar os índices mais elevados de homicídio, desigualdade social, corrupção nas instituições do Estado. E medo. Medo que nos faz perder de vista o fato de que "... aqueles que renunciam à liberdade em troca de promessas de segurança acabarão sem uma nem outra", como diz Christopher Hitchens, no posfácio de "A revolução dos bichos", obra-prima de George Orwell sobre o totalitarismo marxista-stalinista. Antônio C. Costa Continue reading
Posted May 6, 2017 at Antônio C. Costa
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Mais de 2.000 pessoas sofreram morte violenta este ano no Estado do Rio de Janeiro. A qualquer momento, pode acontecer um daqueles casos capazes de causar forte comoção pública; tais como, Vigário Geral, Chacina de Queimados, Candelária. A miséria reinante nas comunidades pobres, a acefalia do governo estadual, o tráfico de armas e munições, a guerra às drogas, a falta de reforma e investimento nas polícias civil e militar, a corrupção escandalosa nas mais altas esferas do poder público, a crise econômica, o colapso das Unidades de Polícia Pacificadora, o não engajamento da sociedade, são algumas das principais causas dessa estatística de guerra. União, Estado e Município têm o dever de sentar à mesa e apresentar à sociedade um plano para a diminuição de tão elevado e crescente índice de letalidade. Os movimentos sociais também deveriam se unir a fim de enfrentar a mais grave crise na segurança pública do Estado nos últimos 10 anos. Temo que um traço da cultura brasileira prevaleça sobre a necessidade de ação célere por parte do poder público e da sociedade, deixar para fazer amanhã o que deve ser feito hoje. Vivemos do seguinte modo no nosso país: crime-notícia-catarse-discussão-inação-impunidade. Não sei como não sentimos vergonha e não compreendemos que é responsabilidade nossa lutar pela preservação do direito à vida. Continue reading
Posted May 4, 2017 at Antônio C. Costa
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Nesses últimos dias, mantive diálogo com duas pessoas que me levaram a pensar mais uma vez sobre os direitos trabalhistas. No sábado passado, uma jovem muito bem sucedida, cujo salário a faz situar-se naquela faixa de renda na qual se encontra 1% da população brasileira, desabafou comigo sobre as horas gastas no trânsito, a falta de tempo para se dedicar ao marido, a impossibilidade de se envolver em projetos sociais, a agenda sufocante que não lhe permite ler bons livros. Com lágrimas, declarou: "o tempo que dedico ao trabalho vai de encontro aos meus valores cristãos". Hoje, um amigo falou dos problemas que enfrenta no casamento por conta de um novo cargo que sua mulher passou a exercer numa multinacional, e que agora, em não poucas ocasiões, a faz sair de casa às 7h para voltar às 23h. Sem tempo para os filhos, o marido e o cuidado da sua saúde, teve que recorrer a terapia de casal a fim de o casamento não ruir de vez. Pense nas contradições desse tempo: 1. Os que dizem defender a família, como valor supremo da sociedade, apoiam um modelo político-econômico que destrói os lares, leva ao consumo de drogas e álcool, atrofia a razão, murcha a alma e engorda o corpo. 2. Uma falsa consciência forjada por uma cultura cujos contornos são definidos pelo poder econômico -com toda a sua capacidade de influenciar as artes, o noticiário e o discurso religioso-, leva os que se tornaram escravos do sistema a não lutar pela sua própria libertação, julgando que há fundamento metafísico para um tipo de vida que não faz o mínimo sentido. 3. Os que combatem a estatolatria, fazendo oposição a toda espécie de regulamentação que humanize as relações trabalhistas, não percebem que abandonaram um ídolo para servirem a outro, o mercado, que, segundo julgam, com sua mão invisível e benevolente haverá sempre de cuidar dos anseios dos que envelhecem antes do tempo de tanto trabalhar. Termino com um texto de Êxodo 5: 6-8: "Naquele mesmo dia, pois, deu ordem Faraó aos superintendentes do povo e aos seus capatazes, dizendo: Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha. E exigireis deles a mesma conta de tijolos que antes faziam; nada diminuireis dela; estão ociosos e, por isso, clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nosso Deus". A quem interessa e quem inventou esse modelo de sociedade no qual vivemos? O que nos rouba? Por que não lutamos pela nossa libertação? Antônio Carlos Costa Continue reading
Posted May 4, 2017 at Antônio C. Costa
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As delações premiadas da Lava-Jato assustam pelo que revelam sobre o modo como nós seres humanos lidamos com a vida. Apavorados com a ideia de apodrecerem nas celas úmidas, superlotadas, quentes e insalubres do sistema prisional brasileiro, empresários, publicitários e políticos revelam segredos e intimidade daqueles com quem viajavam, comiam e bebiam enquanto fechavam negócios escusos, que fizeram escoar pelo ralo da corrupção o dinheiro do pobre. Podemos imaginar a cena: "não é possível que ele vai falar sobre isso"; "Meu Deus, somos amigos!"; "Ele está traindo a causa"; "Será que ele está se esquecendo que também o tenho em minhas mãos?"; "Safado, não moveu uma palha, enquanto aqui permaneço nessa pocilga aguardando minha condenação final. Vou incluí-lo na minha delação". Nós homens, realmente, não temos ideia do que somos capazes de fazer quando nossas vidas são submetidas a determinadas pressões. Lembro-me do comentário de C. S. Lewis sobre a virtude da coragem, "aquela capaz de manter todas as demais virtudes firmes no momento da mais alta prova. Sem ela, somos castos, justos, leais, apenas sob certas circunstâncias". É tudo muito humilhante para você e para mim. Tudo isso nos remete aos modelos de sociedade pelos quais deveríamos lutar. Ao término das duas grandes guerras mundiais ocorridas no século passado, os europeus chegaram à conclusão de que deveriam evitar as crises econômicas que antecederam ambos os gigantescos conflitos bélicos, a fim de que a Europa não extraísse dos seus cidadãos aquilo que tinham de pior. Os seres humanos, em geral, negociam princípios e valores quando expostos ao desemprego, à escassez e à miséria. Por isso, o cristianismo declara que somos pecadores. O que os europeus aprenderam com a história e que os levou a pensar em termos de determinadas políticas públicas? Lutemos pela economia de mercado, pela produção de riqueza, mas não deixando jamais nossas nações entregues à mão invisível do capitalismo, como se ela fosse a mão de uma mãe zelosa pelo bem-estar dos seus filhos. Que o Estado assuma certas responsabilidades, garantindo direitos sociais básicos e atuando de modo profilático a fim de se antecipar a crises econômicas capazes de jogar homens contra homens. As delações premiadas revelam quem somos, como funcionamos e como respondemos aos problemas da vida. Nossos magistrados souberam jogar com a natureza humana. Por isso, não podemos nos submeter a ideologias políticas e teorias econômicas capazes de gerar condições sociais que servem de obstetras da maldade. Como diz Adam Smith: "Nenhuma sociedade pode florescer e ser feliz enquanto a maior parte de seus integrantes for pobre e miserável". Antônio C. Costa Continue reading
Posted May 2, 2017 at Antônio C. Costa
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Sempre que falam sobre economia, política, trabalho, greve de trabalhadores, leis trabalhistas, liberalismo, neoliberalismo, marxismo, lembro-me dessa constatação feita pelo rei Salomão: "Se vires em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram". (Eclesiastes 5:8) Sendo o homem quem é não deveríamos ficar surpresos com essa modalidade de prática criminosa, que apregoa acalentada promessa para quem não se perturba em ser o principal predador da cadeia alimentar das sociedades humanas: "do suor do rosto do pobre comerás o teu pão". Justamente por isso, deveríamos sempre procurar saber como andam as coisas no campo, nas fábricas, no comércio. Não devemos viver no mundo como se o comum fosse o servo explorar o senhor feudal, o escravo explorar o proprietário de vidas humanas, o empregado explorar o dono do capital, o que depende do poder econômico para ter seu salário pago ficar do lado dos explorados, as prisões estarem mais cheias de rico do que pobre e a cultura não legitimar quem dela se vale para manter o sistema de exploração. Por isso, o reformador protestante João Calvino (1509-1564) bradava: “Contra todas as formas de perversão social, contra os simulacros de ordem, contra os que abusam do poder que receberam de Deus, poder político ou poder de riqueza, contra toda forma de opressão, devem insurgir-se os cristãos e a igreja; porque o próprio Deus é adversário deles”. “Impõe-se-nos guardar-nos dos dois extremos, pois, de um lado há muitos que, sob a cobertura do governo civil, conservam fechado e recluso tudo quanto possuem, defraudando os pobres e tendo-se na conta de mais do que justos, desde que não lancem mão dos bens de outrem” “Há também que coisa assaz estranha, e iniqua, é esta: enquanto cada pessoa ganha a vida com grande labuta, enquanto os trabalhadores se esfalfam na realização de suas jornadas, os artesãos com muito suor servem aos outros; os mercadores não somente trabalham, mas ainda se expõem a numerosos incômodos e perigos, os senhores agiotas, assentados em sua banca sem nada fazer, recebem tributo do labor de todos os demais”. No país da jabuticaba, testemunhamos a esquerda em conluio com os detentores do poder econômico e os profetas da direita cultural prontos para denunciar o pobre e defender o rico. Que haja reforma trabalhista e previdenciária que não quebre o país, não amarre os braços do empresário que gera emprego e não mate o pobre trabalhador, sem o qual o Brasil e seus empresários estão perdidos. Continue reading
Posted Apr 28, 2017 at Antônio C. Costa
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Milhões de brasileiros demonstram insatisfação com as mudanças que estão para ocorrer nas leis trabalhistas e previdenciárias do país. A grave crise de credibilidade e legitimidade pela qual passam os poderes Legislativo e Executivo tornam mudanças em áreas tão controversas muito mais problemáticas do que seriam caso vivêssemos num período de normalidade política. Uma grande investigação provou que a chapa do atual presidente da República ganhou as eleições passadas usando verba pública que deveria ter sido canalizada para melhoria das condições de vida de milhões de miseráveis, que jazem em guetos de exclusão, violência, insalubridade. Grande parte dos parlamentares, que neste exato momento legislam sobre o que afetará a vida de gerações inteiras, usou do mesmo expediente para se eleger. Vivemos a mais grave crise de representação política da história da nossa democracia. Em 2013, notas veementes foram emitidas nas ruas, em manifestações suprapartidárias, por um povo que almejava mudanças radicais. A justeza da causa era insofismável. Como explicar um país chegar ao posto de sétima economia do mundo e seu povo viver em bairros sem rede de esgoto? PIB não é tudo. Quem governava cometeu um dos mais impressionantes suicídios políticos da história das nações livres: ignorou a voz das ruas e continuou mantendo um projeto de poder baseado em corrupção deslavada. Agora, um país sem direção, amargando estatísticas de homicídio próprias de países que passam por guerra civil. Onde entram você e eu? Os que apoiavam quem saiu não querem dar o braço a torcer, apesar do volume de evidência que aponta na direção de um conluio entre o capital e os que detinham o poder político. Quem apoiou o impeachment não enxerga que está usando de dois pesos e duas medidas ao não voltar às ruas a fim de pedir que a obra se torne completa. Assim, uma nação de 200 milhões de pessoas, entre as quais, número incontável de pobres, que se matam de trabalhar para viver em condições de vida que os matam, sente-se como se estivesse num trem sem maquinista. O país precisa de eleições diretas. Continue reading
Posted Apr 28, 2017 at Antônio C. Costa
Mais uma vez, acabo de ler um trecho de "The Religious Affections", de Jonathan Edwards (1703-1758), obra-prima da teologia calvinista, e sou levado a pensar nos crentes brasileiros. Ele ataca frontalmente a falta de simetria de caráter de muitos que se dizem cristãos. Destaca, em especial, aqueles que parecem amar as almas das pessoas, mostrando-se preocupados com a sua salvação, mas que são incapazes de dar dinheiro ao pobre, e vice-versa. Em conexão a essa assimetria de comportamento, ele aponta para uma outra, considerada também evidência de falta de conversão: pessoas que revelam grande amor pelos membros do seu partido, mas que demonstram ódio por aqueles de quem divergem. Na minha experiência no Brasil, percebo o quanto a direita e a esquerda evangélica se parecem na sua brutalidade. Escreva algo de que discordem ou tenha contato com quem odeiem e você comprovará o que declaro. Há muito zelo sem entendimento e doçura no nosso meio, capaz de dividir igreja, manifestado por gente não convertida, e que revela sua falta de conversão por meio dessa assimetria de amor ao próximo, denunciada por Edwards. Antônio C. Costa Continue reading
Posted Apr 27, 2017 at Antônio C. Costa
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Apaga-te, vela fugaz! A vida não é senão uma caminhada Sombria, um pobre ator Que se pavoneia e gasta a sua hora No cenário, E logo ninguém mais o ouve; Vem a ser um conto Narrado por um idiota, Cheio de ruído e fúria, Que não significa nada. São essas as palavras que William Shakespeare põe na boca de Macbeth. Até hoje, não encontrei veredito melhor para a condição humana. Saber que, num prazo que o homem desconhece, as cortinas descerão sobre o palco da sua vida, tirando-o de cena para sempre, faz-me crer que há uma estranha desordem no coração humano. Como entender ele passar a vida, a fim de ser reconhecido e amado, cumprindo papel que lhe foi entregue por um outro, ainda que isso o conduza a viver de modo inautêntico? O que o leva a não se preocupar com sua saída de cena? Que forças o fazem dar o melhor de si no palco, nessa breve apresentação, cheia de paixão e fúria, numa peça que não faz sentido? Há uma outra opção de vida. Foi Cristo quem disse: "... então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me..." (Mt 25: 34-36). Se isso não é verdade, Macbeth está certo, restando-nos como alternativa, aproveitar o tempo que nos resta no tablado, até as cortinas se fecharem. Entregue sua vida hoje a Cristo, e viva tão somente para fazer Deus sorrir e levar os homens a tornarem-se gratos por você existir. Antônio Carlos Costa Continue reading
Posted Apr 26, 2017 at Antônio C. Costa
Vejo o meu país declarar que celebra o triunfo da justiça sobre a corrupção. Diz que um novo tempo chegou. Milhões aplaudem a prisão de criminosos do colarinho branco, saúdam a atuação destemida de um magistrado e aguardam ansiosos pelo fim definitivo da carreira de políticos profissionais, cujas iniquidades são expostas diariamente nas primeiras páginas dos nossos jornais. Vivemos de fato momento inédito na nossa história. Rico indo para a cadeia. Poder econômico e político sendo confrontados. Observo, contudo, estranha falta de simetria nesse conceito de justiça professado por nós brasileiros. Vejo o meu país, em nome da governabilidade, tolerar a permanência no cargo de presidente da República alguém eleito através do uso de verba pública que poderia ter sido usada para construção de escolas e hospitais. Vejo o meu país não se manifestar contra o massacre de favelados e policiais pobres, que todos os dias têm suas vidas interrompidas em tiroteios despropositados. Vejo o meu país nada falar sobre presídios superlotados -onde jazem 600 mil detentos, 40% dos quais sem terem ainda sido julgados pela justiça-, nos quais pratica-se o que nações desenvolvidas baniram do seu sistema prisional, por ser desumano, contraproducente e imoral. Vejo o meu país aplaudir execuções extrajudiciais, expressando sua propensão histórica a acreditar mais na repressão violenta praticada ao arrepio da lei do que na prevenção inteligente capaz de agir profilaticamente a fim de que não vivamos em modelos de sociedade que extraiam do ser humano aquilo que ele tem de perverso. Vejo o meu país não se perturbar com desigualdade social para qual não há paralelo entre nações desenvolvidas, que faz os que varrem nossas ruas, limpam nossas casas, carregam nas costas nossa economia, voltem no final do dia para seus barracos, cujas paredes de tábua não são páreo para tiro de fuzil, que perpassa também cabeça de meninos e meninas pobres. Lamento dizer, temos um longo caminho a percorrer a fim de que o nosso compromisso com a justiça seja tão profundo a ponto de candidato político não explorar o que temos de pior para se eleger. Continue reading
Posted Apr 26, 2017 at Antônio C. Costa
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Ano passado, a chamada "missão integral" levou um caldo no Brasil. Críticas desabaram sobre a sua cabeça. Continuo, contudo, defendendo sua doutrina, por julgá-la indispensável para o cumprimento da missão da igreja na América Latina. A teologia da missão integral, tal como esposada pelo "Pacto de Lausanne", elaborada por John Stott, defendida por Tim Keller no seu livro "Justiça Generosa", sem mencionar movimentos e autores da tradição protestante mais antiga, é a única forma de mantermos a fidelidade aos valores do cristianismo e encarnação da vida de Cristo num continente tão socialmente desigual, sujeito à violação aos direitos humanos e confuso quanto ao significado do evangelho como a América Latina. Na minha cabeça, essa teologia tão bela, cujo rótulo pouco importa, desde que seja mantido o seu conteúdo, é muito simples, abrangente, capaz de comportar leituras aparentemente contraditórias de realidade e apta para servir de enquadramento intelectual para o diálogo cristão com os mais diferentes modelos político-ideológicos. Ela ensina que devemos amar as pessoas. Esse é o ponto de partida. Afirma que esse amor, portanto, deve assumir a forma de evangelização, plantação de igreja, filantropia, compaixão pelo pobre, oposição à exploração do homem pelo homem, fomento à educação, apoio ao livre empreendedorismo, defesa da democracia, combate à violação aos direitos humanos, lobby político, manifestação de rua, entre outras ações mais, justas, santas, autoevidentes, presentes na vida da igreja nos melhores momentos da sua história. Tenho para mim, que quem a encarnar vai ter problema com a direita do Norte das Américas e com a esquerda do Sul das Américas. Antônio Carlos Costa Ps. Foto batida por mim no dia seguinte à morte da menina Maria Eduarda, vítima de bala perdida quando estava dentro de uma escola pública municipal em Costa Barros, Zona Norte do Rio. Menino pobre olha para a marca deixada, no chão da escola, pelo sangue da Maria Eduarda, 13, que sonhava vencer a pobreza por meio da educação. Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
Estamos diante de um Governo Federal sem legitimidade, autonomia e autoridade. A Lava-Jato arrasou com Temer. Está provado que dinheiro sujo levantado pela facção criminosa Odebrecht bancou a chapa vencedora nas últimas eleições para presidente da República. Os ministros de Temer estão também imersos no escândalo, que trouxe à luz o fato de que milhões de brasileiros, durante anos, foram sistematicamente ludibriados por políticos profissionais. Eles enriqueceram à custa do trabalho duro de uma espécie de contribuinte que paga impostos padrão país escandinavo para receber serviços públicos padrão Republiqueta das Bananas. Estamos falando de gente que literalmente morre no nosso país por força da corrupção, ineficiência e descaso do Estado. Vivemos uma grande contradição. O brasileiro gritou pedindo o fim da corrupção. Muitos se orgulham de terem participado das manifestações públicas que culminaram no impeachment de uma presidente democraticamente eleita, que, infelizmente, ganhou de modo acintosamente fraudulento eleição bancada pelos donos do capital, cuja riqueza foi formada com os recursos públicos que expropriaram de milhões de miseráveis, gente de mãos calejadas e rostos cortados pelas rugas do trabalho duro que lhes consome a maior parte do tempo de suas pobres vidas. Temo que estejamos sendo coniventes com crime que se não for punido com a cassação do mandato de Michel Temer, expõe ao ridículo nossa democracia. Olhe para o que está aí! É um escárnio. Não há pragmatismo político que justifique tamanha impunidade. Há quem diga que é bom para a República que ele permaneça. É certo, contudo, que seremos julgados pela história, uma vez que estamos usando dois pesos e duas medidas. Estou para entender como os que defenderam a saída da presidente Dilma se mantém calados com relação a Temer. Gostaria também de encontrar argumento por parte dos que foram contra o impeachment, mas não reconhecem a mega fraude que propiciou a vitória da chapa Dilma/Temer nas últimas eleições. Sou a favor da saída de Temer, das eleições diretas em 2017 para presidente da República, da retirada imediata de todos os deputados e senadores envolvidos com o escândalo da Lava-Jato e após o afastamento desses que se tornaram indignos de representar 200 milhões de pessoas, sairmos em busca das grandes reformas de que o país carece para vencer a desigualdade social, elevar seu Índice de Desenvolvimento Humano e fazer a justiça e o direito fluírem como um caudaloso rio. Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
O que entendo por avivamento e o conteúdo da mensagem que costuma anteceder os grandes despertamentos espirituais da igreja. Começo a pregar a partir de 1:01:10. Mensagem que levei ao púlpito da Missão Praia da Costa, em Vila Velha, no domingo passado. https://youtu.be/kUW3TV2k_v8 Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
Preguei quatro mensagens este feriado na Missão Praia da Costa, em Vila Velha, ES. Estou certo que falei sobre o que de mais importante existe no cristianismo. Fiz exposições bíblicas sobre a missão integral, a essência do evangelho, a doutrina da regeneração e a teologia do avivamento. Esse é o link de uma das mensagens. Começo falar a partir de 43 min. da gravação. https://youtu.be/lh9Bm7PBlT0 Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
Há dois mil anos, o poder religioso entregava Cristo ao poder político para ele ser crucificado. Movidos por inveja, pastores e teólogos o tornaram prisioneiro político. Usaram as redes sociais, congressos, pregações, para manipular a opinião pública, levando-a a preferir a soltura de Barrabás à libertação de Cristo. Religião é um perigo. Nunca a perversidade é mais acintosa, fanática, desinibida, determinada, do que quando praticada em nome da divindade. Como evitar que a igreja o transforme num respeitável, desumano e insuportável fariseu, capaz de matar Cristo? 1. Jamais acredite que você e seus amigos são detentores do monopólio da verdade. Vocês podem estar vivendo a experiência de um alimentar a loucura do outro. Há evidência de que vocês representam hoje o estágio mais avançado do desenvolvimento intelectual do cristianismo? Qual o impacto da sua práxis e produção teológica na cultura e política nacionais? 2. Ouça os diferentes. Abra espaço para conhecer o pensamento daqueles que fazem contraponto às suas ideias. Na Bíblia, até o Diabo é encontrado dizendo a verdade. 3. Não confunda a Bíblia com a sua interpretação da Bíblia. Não se deixe cooptar ideologicamente por quem quer que seja. Isso pode levá-lo a botar na boca de Deus o que Deus jamais falou. 4. Quem mora com você o tem como doce, amável, leal? Sua vida é coerente? Ao voltar para casa após um dia de trabalho, seus filhos e cônjuge o recebem com alegria? 5. Sua teologia o tem levado à compaixão pelo pobre, enfermo, enlutado e sem Cristo? Religião pode transformar homens em andróides. Cuidado quando sua teologia torna seus olhos secos. Lembre-se que você pode ser ortodoxo e morto. Crer como os demônios creem. Que nesta Páscoa nos lembremos do Cristo cuja vida tornou-se insuportável para a religião, e que por nós morreu para nos salvar desse mundo cujas trevas se manifestam até mesmo dentro do templo. Antônio C. Costa Ps. Mensagem postada no dia 14/4/17 Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
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Não basta esperarmos retidão por parte dessa gente. Votar bem tem seu valor, mas é insuficiente. Parte da solução do problema da corrupção está em exigirmos transparência, cobrarmos prestação de contas e pressionarmos nas ruas a classe governante ao mínimo sinal de assalto aos cofres públicos e ineficiência. Sejamos francos e humildes, eles deitaram e rolaram porque nós deixamos. Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
Saiu parte da lista de Fachin, divulgada pelo jornal Estado de São Paulo. Humilhação, cassação de mandato e prisão aguardam os principais responsáveis pelo sofrimento que atinge hoje milhões de brasileiros, que amargam dívidas, desemprego, subemprego, salário atrasado e insegurança econômica. Lições: 1. Votar mal mata. 2. Que não gosta de política é governado por quem gosta. 3. A Lava Jato rompe com 500 anos de impunidade para os crimes do colarinho branco. 4. Não adianta apenas esperar retidão por parte de quem governa, uma vez que a natureza humana facilmente deixa-se corromper pelo exercício do poder político. Precisamos de transparência, prestação de contas e punição célere para vigaristas e incompententes. Se assim funcionássemos como nação, teríamos salvado a eles e a nós. 5. Precisamos que brasileiros -bem preparados intelectualmente, possuidores de forte espírito público, íntegros e com vocação para a vida pública- busquem se filiar a partidos políticos a fim de se candidatarem para as próximas eleições. É urgente a necessidade de renovação. Vá em frente e não peça perdão a ninguém. Essa é uma das vocações mais belas e úteis que existem. Aí vai a lista. Medite. Ore. Peçamos perdão a Deus se irrefletidamente votamos em um deles, se fomos coniventes com seus erros por pertencerem ao partido político de nossa preferência e se após votarmos neles jamais fizemos pressão política a fim de que nos representassem com honestidade, eficiência e compromisso com a justiça. Antônio C. Costa Ps 1. Mais um ponto. Fim do natimorto governo Temer. Ps 2. Foto batida por mim semana passada, no cemitério do Caju, Zona Norte do Rio, quando era velado o corpo do sr. Evangelista, vítima de bala perdida, enquanto lia jornal na porta de sua casa. Essa canalha de corruptos é responsável pelos 60 mil homicídios que acontecem anualmente no Brasil. Ps. Mensagem postada no dia 11/4/17 Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa
Síria: 400 mil mortos em seis anos de guerra civil. Brasil: 360 mil homicídios nos últimos seis anos, em pleno regime democrático. Não dá para fazer manifestação pública pela paz em Damasco, Alepo e Hamah. Mas, dá para fazer manifestação pública pelo fim da morte de policiais e moradores de favela em São Paulo, no Rio e em João Pessoa. São Paulo está à mercê de grupos de extermínio e ajoelhado perante a maior facção criminosa do Brasil. O Rio teve o primeiro bimestre mais violento dos últimos cinco anos. Um banho de sangue está em curso no Nordeste, uma das regiões mais violentas do mundo. Duas perguntas: 1. Por que em pleno regime democrático não estamos nas ruas lutando pela defesa do mais importante de todos os direitos? 2. Por que não condenamos publicamente política de segurança pública que tem se mostrado ineficaz no país inteiro? Continue reading
Posted Apr 20, 2017 at Antônio C. Costa