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Antonio Carlos Costa
Rio de Janeiro - Brazil
Teólogo, jornalista e fundador da ONG Rio de Paz
Interests: cristianismo calvinismo filosofia direitos humanos segurança pública justiça social desigualdade apologética
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O protestantismo brasileiro precisa de reforma urgente do púlpito. Nossa pregação é pobre. Em muitos locais, nem mesmo o evangelho está sendo pregado. Nosso anseio é ver esses encontros serem usados por Deus para que ofereçamos às nossas igrejas e nação algo melhor do que o que temos oferecido. Continue reading
Posted 3 days ago at Antonio Carlos Costa
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Experiência vivida por Sarah Edwards, mulher do grande pregador americano Jonathan Edwards (Extraída do livro “Os filhos de Deus”. Série de pregações de Martyn Lloyd-Jones sobre Romanos 8: 5-17. Página 455). Sou levado orar: “Senhor, sinto-me humilhado por ver minha vida e ministério carentes dessa experiência. Ajuda a mim e os que me acompanham nessa página a buscarmos de todo o nosso coração essa gloriosa visitação do seu imenso amor. Guarda-nos de tudo o que apaga o seu Espírito em nós. Queremos esse amor que enche-nos de alegria indizível e nos faz desejar, por estarmos tomados de felicidade que não é desse mundo, servir ajoelhados aos nossos irmãos. De que vale, Senhor nosso Deus e Pai, vivermos privados dessa glória?” Continue reading
Posted Nov 28, 2017 at Antonio Carlos Costa
Gostaria de apresentar princípios que regem o exercício da minha liberdade de expressão. 1. Não tenho a pretensão de me tornar “tudólogo”. Sou agnóstico com relação a bastante coisa na vida. Não me vejo com preparo intelectual para falar sobre muito do que esperam que fale. 2. Ter posição firmada sobre certos assuntos não me obriga a expressar meus pontos de vista em desconsideração às circunstâncias. É sabedoria ajustar conteúdo a tempo e modo. 3. Regular interiormente o que se há de falar ajuda-nos a edificar em vez de tão somente vencer uma discussão, a ser culturalmente sensíveis e alcançarmos a mente através do caminho do coração. 4. Aprendi com o jornalismo a duvidar do que é falado e buscar a fonte da informação antes de passar adiante o que me foi dito. 5. Procuro me preservar de falar sobre determinados assuntos a fim de não fechar corações e mentes para aquilo que tenho de declarar. Continue reading
Posted Nov 28, 2017 at Antonio Carlos Costa
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Entendi que era minha obrigação moral vir hoje às escadarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e cobrar o banimento da vida pública e detenção dos parlamentares do meu Estado envolvidos com corrupção. Eles causaram muito sofrimento a muita gente. Ps. Mensagem postada no meu Facebook no dia 17/11/17 Continue reading
Posted Nov 28, 2017 at Antonio Carlos Costa
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Passei os últimos dias fotografando no Deserto do Atacama e na Cordilheira dos Andes, no Chile. As fotos podem ser vistas no Flickr: https://flickr.com/phot…/32165640@N05/sets/72157689233235864 e Instagram: antoniocarloscosta Precisava sair. Dedicar-me a um dos meus hobbies favoritos. Tenho trabalhado bastante e sob constante pressão. Que você não deixe de buscar algo que o retire das pressões que sofre no exercício da sua vocação. No meu caso, a fotografia, além de ser forma de expressão e ferramenta que uso no meu trabalho de ativista social, ajuda-me a dar vazão ao lado artístico da minha alma. Nunca tive habilidade para nada. Agora, com minhas fotos apresento obras de arte!Foto-grafo. Escrevo com luz. O grande pregador escocês Robert Murray McCheyne certa vez disse: “Deus me deu uma mensagem e um cavalo. Eu matei o cavalo. Agora, quem entregará a mensagem?” Ele morreu com apenas 29 anos. Antonio Carlos Costa Ps. Gostaria de expressar gratidão à minha esposa por essa foto batida por ela. Ps. Mensagem postada no meu Facebook no dia 14/11. Continue reading
Posted Nov 28, 2017 at Antonio Carlos Costa
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Esperamos que vire cultura de militância de direitos humanos. Civis e militares, ricos e pobres, homens e mulheres, devem ser objeto do nosso amor. DIREIT Continue reading
Posted Nov 1, 2017 at Antonio Carlos Costa
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Precisamos de Cristo a fim de que sejamos protegidos da Bíblia, da igreja e do pastor. Ler as Escrituras sem a proteção espiritual de Cristo é uma das experiências mais aterradoras que existem. Elas falam sobre o que é justo, belo e racional. O que nos pedem faz sentido. Contudo, por nascermos incapacitados de viver à altura dos seus ideais, suas ameaças aos que não cumprem a Lei se nos configuram como apavorantes. É fato que há igrejas nas quais Moisés roubou o lugar de Cristo no púlpito. Fala-se o tempo todo sobre moralidade. Ética do sexo, da família, do trabalho, do dinheiro e assim por diante. Mas, sem a mediação de Cristo. Não há perspectiva de graça. Desse amor que remove o medo e entroniza a segurança fruto do sangue derramado na cruz em favor do homem. A consciência não é jamais pacificada. Pregar a Bíblia não é o mesmo que pregar o Evangelho. O ministério da Lei é uma desgraça. A Lei só estimula a prática do pecado. Faz-nos desejar o que ela mesma proíbe. Conduz-nos a chamar Deus de arbitrário. Que desserviço a igreja presta à sociedade quando deixa de pregar o evangelho para passar a pregar moralidade. Nos templos, jovens em agonia, envelhecendo antes do tempo, manifestando nas redes sociais uma raiva que é sintoma de enfermidade causada por ambientes profundamente legalistas. Nas ruas, homens e mulheres testemunhando cristãos que, com paixão e fúria, levantam suas bandeiras morais, como que a esperar que não cristãos se comportem como cristãos. Líderes religiosos sabem muito bem usar esses terrores de alma a fim de usarem membros de suas igrejas. Arrancam a pela de pobres criaturas entregues a dramas infindáveis de consciência, desejosas de algo que lhes mitigue a agonia moral. Foi assim que, na Idade Média, a igreja se tornou na grande proprietária de terras do continente europeu. Como Cristo nos protege da Bíblia, da Igreja e do pastor? Cristo coloca o peito entre nós e a lei, entre nós e o inferno, entre nós e a nossa consciência, entre nós e Moisés, entre nós e o juízo final, entre nós e a morte, transformando a Bíblia em carta redigida por um Deus de amor aos seus filhos amados, a igreja em local de celebração da vitória do perdão sobre a culpa e o pastor em alguém proibido de botar na boca de Deus o que Deus nunca falou. Deus quer falar e se relacionar com o homem por meio do Evangelho. Primeiro, vem o perdão, a aceitação, a remoção dos terrores da Lei, recebidos pela fé somente. Em seguida, aí sim, o púlpito pode falar sobre a vida a ser vivida no Espírito do Evangelho, caracterizada pela ausência de medo, repressão geradora de taras e toda ideia de salvação pelas obras. Cria-se espaço para a espontaneidade do amor grato. Gratidão que, no poder do Espírito Santo, atuando na vida de um ser humano nascido de novo, o leva a viver vida santa para a glória de Deus, ainda que lhe seja dito que demônios e inferno não mais existem. Continue reading
Posted Oct 24, 2017 at Antonio Carlos Costa
Gente querida, umas das coisas mais legais que aconteceram na minha vida este ano foi o sucesso dos vídeos de cinco minutos que temos publicado duas vezes por semana no Facebook. Estamos chegando à marca de dois milhões de visualizações! Todos eles podem ser vistos no meu canal de YouTube. Sugiro que você o assine! https://www.youtube.com/user/palavraplenaTV “O evangelho nos faz tirar os olhos do Monte Sinai pegando fogo a fim de contemplarmos o bebê Jesus mamando no seio de Maria”. Lutero é sensacional. Continue reading
Posted Oct 24, 2017 at Antonio Carlos Costa
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Poucos meses atrás, li “Today's isms: socialism, capitalism, fascism, communism, and libertarianism” (Alan Ebenstein, William Ebenstein e Edwin Fogelman. Prentice Hall, 2000). Julgo excelente obra introdutória ao tema da política, cujo conteúdo gostaria de compartilhar com você a partir de hoje por meio de uma série de artigos. Vou começar pelo impressionante fenômeno político do fascismo. Recentemente, pessoas expressaram não entender os motivos que me levaram a postar mensagem nas redes sociais na qual falava da abertura, que vejo em muitas igrejas e na sociedade brasileira, para a penetração de conceitos fascistas. Por isso, desejo começar tratando dessa vertente ideológica do autoritarismo. 1. Fascismo é a organização totalitária do governo e da sociedade por um único partido ditatorial, intensamente nacionalista, racista, militarista e imperialista. Na Europa, a Itália foi o primeiro país a adotar o sistema (1922), seguida pela Alemanha (1933) e a Espanha por meio da guerra civil que começou 1936. O Japão se tornou fascista a partir de 1930. O destino dessas nações, com sua história de guerras, conflitos civis, abuso de poder, miséria, atraso, destruição, deveria nos levar a manter-nos vigilantes quanto a qualquer tentativa de implantação desse regime ou dos seus congêneres no nosso país. Não subestime o mundo da política. Tudo é possível. Retrocessos históricos podem ocorrer, em especial, quando a sociedade dorme, calando-se nas ocasiões nas quais autoridades públicas manifestam abertamente intenções totalitárias. 2. O fascismo cresceu em países comparativamente mais ricos e tecnologicamente mais avançados (Alemanha e Japão). Um outro ponto, profundamente inquietante, é ele ter como característica o entusiasmo e suporte das massas. Quanto mais violentos e terroristas se tornaram os movimentos fascistas, mais suporte por parte da população tiveram (Alemanha de Hitler). O fascismo jamais se estabeleceu em sociedade com longa tradição democrática. Nossa democracia, contudo, é jovem. Foi mal administrada. Convive ainda com muita miséria e violência. Muitos estão sendo levados à conclusão de que vale a penar abrir mão de direitos e garantias constitucionais a fim de que as taxas de desemprego caiam e os índices de criminalidade diminuam. As lambanças praticadas por quem exerceu a hegemonia política no país nos últimos anos, estão levando parte da população a flertar abertamente com ideais fascistas. O discurso do tiro, pancada e bomba insere-se perfeitamente nesse contexto. Abusos de poder são praticados e a sociedade se cala. Candidatos às próximas eleições, de olho nas aspirações de milhões de brasileiros, ajustam suas promessas de campanha à expectativa de lei e ordem, vista como panacéia para os problemas que o país enfrenta no campo da criminalidade. 3. Toda sociedade industrial sofre de tensões sociais e econômicas. Para se lidar com elas, dois caminhos podem ser tomados: o democrático e o coercitivo. Uma sociedade democrática reconhece uma variedade de interesses econômicos e conflitos inevitáveis (patrões e empregados, agricultura e indústria, trabalhadores bem preparados e trabalhadores sem preparo técnico), e busca reconciliar tais conflitos através das urnas, usando métodos pacíficos e fazendo ajustes graduais. O Estado fascista nega a existência de divergência de interesses sociais (odiando a noção de variedade, especialmente, por meio da imposição estatal da uniformidade). Tudo é resolvido mediante o uso da força. Percebo no Brasil dois grupos que se digladiam. Ambos vendo a face do demônio naquele de quem divergem ideologicamente. Ambos dispostos a usarem os mais diferentes meios antidemocráticos a fim de silenciarem os seus opositores. 4. Em geral, o fascismo é bancado por industriais, desejosos de assumirem tanto o controle da economia, quanto dos sindicatos de trabalhadores. A classe média baixa assalariada tende a apoiá-lo, que significa desgraça maior, em razão de legitimar o regime mediante o apoio das massas. O medo e a inveja são importantes ingredientes desse sistema, com os quais ideólogos e marqueteiros sabem muito bem trabalhar. Crise econômica, desemprego, insatisfação profissional, salários baixos, alimentam o desejo por alguém que venha para botar ordem na casa. 5. O fascismo sabe jogar habilmente com o ressentimento dos que se sentem perdendo seu espaço na sociedade. Um generalizado sentimento negativo de inveja e medo é característico do apoio popular a regimes fascistas. Daí, a facilidade de se eleger inimigos, que passam a ser acusados de todos os problemas da sociedade. No Brasil, julga-se que neoliberais e esquerdistas são ameaças à nação, não tendo o que se aproveitar das suas ideias e contribuições pessoais. 6. Os militares são profundamente influenciados pela propaganda fascista. Mesmo em fortes e bem estabelecidas democracias, membros das forças armadas tendem a superestimarem as virtudes da disciplina e da unidade. Militares têm sido centrais para o sucesso do fascismo. Fascistas usam a forças armadas em razão do suporte que costuma ter por parte da população. Recentemente , testemunhamos declaração de alto membro do Exército brasileiro, mostrando-se francamente favorável à volta do regime militar. Muita gente se calou. Tantos outros, aplaudiram. 7. Há uma relação entre fascismo e depressão econômica. Em tempos de depressão econômica, medo e frustração minam a fé no processo democrático. Onde a fé em métodos racionais é enfraquecida, o fascismo tem grande potencial de ganho. Desemprego é central. Por isso, é que não se deve brincar com economia. Seja levando à bancarrota o Estado, seja deixando de usar recursos públicos para socorrer os despossuídos. 8. Governo autoritário costuma fazer as mais diferentes e contraditórias promessas para satisfazer a todos os seus aderentes. Ele é capaz de unir pobres e ricos por meio do ressentimento, da frustração e da insegurança. Desperta o ódio por inimigos internos e externos. 9. O fascismo funciona onde não há forte tradição democrática e percebe-se forte cultura autoritária. Há países que são propensos a esse tipo de coisa. Neles, encontra-se gente disposta a se submeter e obedecer, que prefere obediência cega a assumir a responsabilidade de tomar decisões por si mesma. Busca-se, portanto, o conforto de outros tomarem decisão pelo restante da sociedade. Salta aos olhos o fato de que uma cultura escravocrata ainda está presente entre nós. Perdoa-me pelo lugar comum, mas nunca é demais repetir, somos o país do coronelismo, da carteirada, do “você sabe com quem está falando?”. 10. Características de pessoas propensas ao autoritarismo fascista: tendência de se conformarem compulsivamente a ideias e práticas ortodoxas; rigidez emocional e imaginação limitada; excessiva preocupação com problemas de status e força; forte lealdade ao próprio grupo associada a uma oposição ferrenha a quem pensa de modo diferente. Ênfase na disciplina e obediência em lugar da liberdade e espontaneidade nas relações humanas em áreas tais como, educação, sexo, família, religião, indústria e governo. A mentalidade de grupo é central no autoritarismo. Não falta gente no Brasil querendo legislar sobre a moral privada. Isso vale para progressistas e conservadores. 11. Em sociedades totalitárias, a dependência e submissão concedem às pessoas a segurança que anelam, mas nega a autoexpressão, que faz parte da natureza humana. Significa se ajoelhar perante o superior acima e pressionar os subordinados abaixo. Só resta à sociedade obedecer. Outro dia ouvi alguém dizer, “mas o retorno de um regime militar seria diferente nos dias de hoje. Não teríamos os erros do passado”. Ao que me lembrei daquela velha conversa, no tempo em que as moças se preocupavam mais com a virgindade: “Juro, juro que não passarei daqui”. 12. Os ditadores sabem que são odiados por muitos. Nesses regimes há muita revolta reprimida. Daí a constante desconfiança quanto à presença de adversários reais ou imaginários. Inimigos são eleitos. Aqui entra o inferno. Cria-se o Estado policial. As manifestações que tenho realizado no Brasil seriam proibidas, e, caso houvesse resistência por parte dos voluntários, o destino seria a mordaça e a morte. Faço uma pergunta, em havendo ruptura no regime democrático brasileiro, caso a economia empacasse, gerando desemprego e miséria, haveria espaço para protesto? 13. Quando as promessas não são alcançadas, a população se volta contra seus líderes em razão desses não terem cumprido o que disseram que fariam. A coisa sempre acaba mal. Mas, até a liderança autoritária ser deposta, muito sangue, prisão, desaparecimento e morte. 14. O fascismo é irracional, apelativo, baseado em tabus. Discursos sem o mínimo fundamento na realidade dos fatos são proferidos. Suprime-se o espaço para a discussão e passa-se a valer apenas os dogmas do fundamentalismo político, que não aceita crise de incredulidade. Essa é a razão pela qual o sistema é mantido na base do terror. Suas fraquezas são evidentes e de fácil refutação. Só dá para manter a coisa com fuzil, pistola, canhão. Trata-se de sistema baseado no uso da violência e da mentira. Tudo gira em torno de um adversário que precisa ser destruído. Ele só reconhece inimigos, não oponentes, e, desde que o inimigo representa o mal encarnado, a aniquilação total é a única solução. 15. É por meio de campos de concentração e campos de trabalhos forçados que regimes totalitaristas procuram destruir o elemento moral nos homens e nas mulheres e privá-los do último resíduo de personalidade. A técnica de lavagem cerebral leva as pessoas a confessarem publicamente o que não cometeram e jamais cometeriam. É o regime do medo, da tropa de choque, da selvageria, do fim da liberdade de expressão. 16. Os fascistas debocham da democracia. Acreditam no governo da elite política. Ridicularizam a ideia de que o povo pode governar a si mesmo. Por mais estranho que possa parecer para um democrata racional, através da história da humanidade percebe-se pessoas aprovando frequentemente governos autocráticos. Aprovação apenas, entretanto, não é evidência de democracia! O que faz um governo democrático é ele ser baseado no consentimento popular dado regularmente em eleições livres. Em regimes fascistas, mesmo quando o governo desfruta de aprovação popular, ele é conduzido independentemente do consentimento popular -sem eleições livres, sem liberdade de imprensa, sem oposição livre. 17. Há uma tendência no fascismo de controlar todas as áreas da vida. Fascistas deiam discussão. A ditadura militar pode, por exemplo, conviver pacificamente com a religião, desde que essa não tenha no púlpito um profeta perturbado a tudo denunciando. O fascismo é pior. É caracterizado pela ideia de o Estado se imiscuir em todas as esferas humanas. 18. O fascismo eleva a guerra à condição de um ideal de vida. O que seria visto com lamento por um cristão amante da paz, é visto como algo que eleva o espírito e fortalece a fibra moral da nação. 19. O fascismo exerce controle sobre a economia. Seus proponentes julgam que uma elite está em condição de ver tudo. Esses poucos são os únicos qualificados para decidir pela nação. São contra a economia de mercado, portanto. 20. No final, a economia do Estado fascista entra em colapso (vide Alemanha e Itália, que, após a Segunda Guerra, foram salvas pelo dinheiro do contribuinte americano) e o pobre é ignorado, uma vez que a preocupação precípua do sistema é manter o poder em vez de usá-lo em favor da sociedade. Não quero praticar a irresponsabilidade de causar pânico e dizer que consigo identificar todos esses elementos presentes em partidos políticos, candidatos às eleições de 2018, setores do meio empresarial, imprensa, grupos de pressão política, lideranças religiosas. Seria irresponsabilidade da minha parte, contudo, se deixasse de dizer que, numa extensão maior ou menor, vejo gente na nossa sociedade propondo as obscenidades políticas aqui mencionadas. Cabe a você e a mim, erguer a voz em favor da democracia. Até este momento, pelas luzes que recebemos, a melhor forma de governo concebida pelo homem. A única capaz de respeitar dois pressupostos intelectuais do cristianismo: a dignidade humana e a corrupção da natureza humana. Porque fomos criados à imagem de Deus, não podemos ser governados sem o nosso consentimento. Apoiar regimes que toleram violação de garantias constitucionais e direitos humanos é coisa de falso profeta. Porque perdemos a capacidade de amar, tornando-nos viciados em nós mesmos, nenhum de nós deve exercer aquela autoridade sobre os demais seres humanos que somente um ser imune à corrupção de desejos santos pode possuir. A Bíblia chama esse monarca absoluto de Messias, que deu a vida pelo seu povo e voltará em glória. Esse é único diante de quem faz sentido curvar-se em santa e alegre submissão. Que não sejamos ingênuos com política. Tudo pode acontecer. Conquistas podem ser perdidas. Retrocessos históricos podem ocorrer. Que não deixemos ninguém nos dizer, "tudo isso te darei se prostrado me adorares". Antonio Carlos Costa Continue reading
Posted Oct 16, 2017 at Antonio Carlos Costa