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De acordo com a REUTERS, os ministros da defesa da União Europeia estão esta tarde reunidos para delinear uma missão militar, similar à que têm no Mali, que irá enviar para preparar os terroristas das FDS da Frelimo na guerra do norte. https://www.reuters.com/world/eu-considers-training-mission-steady-mozambique-2021-05-06/ É um grande erro que os europeus irão pagar caro. Já demonstraram que não resulta no Mali onde irão ser humilhados num guerra sem fim. A EU foi obrigada a pedir ao Reino Unido um adicional de 300 militares que já estão no Mali
Toggle Commented 4 days ago on Sul-africanos em Palma at Moçambique para todos
De acordo com a AFP a situação em Palma continua instável com incursões nocturnas do rebeldes moçambicanos que controlam os seus acessos. https://www.news24.com/news24/africa/news/palma-town-remains-traumatised-weeks-after-deadly-jihadist-attack-in-northern-mozambique-20210505
"Nem estes países da SADC se apercebem do perigo em que vão meter alguns infelizes dos seus povos que serão varridos no Norte de Moçambique." Uma força de 3000 militares, para actuarem em Cabo Delgado ao lado das FDS da Frelimo, vai exigir uma logística, comunicações, mobilidade, apoio médico, infraestrutura de apoio e envelope financeiro que nenhum dos países da SADC está em condições de assegurar para uma guerra que se mostra inútil e sem previsibilidade de fim. As actuais South African National Defence Forçe não são de longe comparáveis com as South African Defence Force do tempo do apparteid. A economia sul-africana é incapaz de suportar uma guerra sem fim no norte de Moçambique. Os russos, que são experimentados em guerras fora do seu solo, fugiram de Cabo Delgado a tempo de evitar o sabor da humilhação e da derrota. Os sul-africanos, mercenários, também abandonaram Cabo Delgado. A força militar da SADC não poderá contar com o apoio das instituições do Estado da Frelimo no norte de Cabo Delgado. Essas instituições fugiram dos seus locais para se acantonarem em Pemba. Igualmente, no teatro de operações, a força da SADC será tratada pelas populações locais como invasores estrangeiros. A evidência mostra que os rebeldes moçambicanos têm células activas nas FDS da Frelimo e em Pemba. Por essa razão, pode-se admitir um cenário de desavenças no relacionamento operacional da força militar da SADC com as FDS da Frelimo. Por outro lado, Pemba é um alvo muito vulnerável. Outra dificuldade para a força militar da SADC, é que a capacidade de recrutamento dos rebeldes moçambicanos de novos efectivos em outras províncias é maior do que a capacidade de recrutamento das FDS da Frelimo. Esta situação, irá obrigar ao longo do tempo, ao aumento do número de efectivos da força militar da SADC presente em Cabo Delgado. A única previsibilidade para este empreendimento da SADC em Cabo Delgado, é a humilhação, perda de vidas e derrota. Os líderes do Botswana e República da África do Sul devem ter ficado assustados com as propostas da comissão técnica, e por isso arranjaram um pretexto para adiar a reunião prevista para hoje em Maputo.
Esta é a declaração inédita de derrota da TOTAL e da humilhação sofrida perante os combatentes da liberdade moçambicanos https://www.total.com/media/news/press-releases/total-declares-force-majeure-mozambique-lng-project
Recente entrevista de Lionel Dyck dada à AFP e publicada ontem, e onde reconhece o poderio militar dos rebeldes moçambicanos na guerra do norte https://www.rfi.fr/en/back-from-mozambique-mercenary-sees-only-hardships-for-insurgent-hit-north
https://www.bbc.com/news/world-africa-56773012 Este artigo da BBC News, ao contrário daquilo que defendem Portugal e EUA, levanta sérias dúvidas da ligação do Estado Islâmico à luta dos rebeldes moçambicanos no norte de Moçambique.
https://twitter.com/AllexandreMZ/status/1382934352867254276 Palma sob de fogo dos rebeldes Moçambicanos
Toggle Commented Apr 16, 2021 on Mueda atacada at Moçambique para todos
"Não há duvida que bombardeamento deste tipo é apocalíptico" O artigo transmitido pela AFP e publicado pela TV5 há poucas horas atrás confirma o poderio militar e o elevado grau de motivação dos rebeldes moçambicanos que poderá levar à tomada do porto de Pemba. Aqui está o artigo: https://information.tv5monde.com/afrique/mozambique-la-crainte-d-autres-attaques-des-groupes-jihadistes-404528
O link a seguir é de um artigo recente, intitulado "The US Military Should Stay Out of Mozambique´s Cabo Delgado", cujo autor, Steven Leach é um investigador em "peace building" em África. O artigo está publicado na reconhecida organização dos EUA "Just Security" https://www.justsecurity.org/75698/the-us-military-should-stay-out-of-mozambiques-cabo-delgado-send-diplomats-who-know-the-terrain/ Este artigo, fundamenta-se em fatos, e contrasta grandemente com as falsidades sobre a guerra em Cabo Delgado publicadas pelos mídia locais e internacionais.
Está aqui um vídeo da SkyNews, publicado ontem e porque não passou pelo crivo da Frelimo, contêm elementos importantes para desmistificar a narrativa propagada pelos mídia internacionais sobre a retomada de Palma pela Frelimo e diabolização dos rebeldes Moçambicanos. https://youtu.be/mMyN97RsZMw 1- Pode-se concluir da reportagem que as autoridades administrativas da Frelimo não retomaram Palma. Os militares que aparecem na reportagem comportam-se como se fossem membros da escolta da equipa de jornalistas e não de uma força militar das FDS estacionada em Palma. 2- No minuto 1:43 mostra que os rebeldes moçambicanos não puseram em risco a segurança dos hóspedes e do hotel Amarula. O vídeo mostra que os escritórios do Amarula foram vandalizados e atribuem essa acção à população. 3- No minuto 2:35 referem a uma coluna de 17 veículos, que saiu para escapar do hotel Amarula, e que dessa coluna 7 veículos conseguiram escapar à emboscada. Contudo, a reportagem mostra apenas uma viatura atingida. Onde estão as restantes 9 viaturas que não passaram? Porquê não mostram? 4- No minuto 2:58 mostram um lugar debaixo de uma árvore, onde o representante da PRM da Frelimo, diz estarem enterrados 12 corpos de estrangeiros. Se de fato é verdade, como afirma a PRM da Frelimo, pode-se perguntar porque razão os corpos ainda não foram identificados pelas autoridades da Frelimo e dos países de nacionalidade do tais 12 corpos. Porque razão os países de nacionalidade e as famílias dos tais 12 corpos ainda não reclamaram os seus restos mortais. 5- O vídeo da SkyNews confirma 1 cidadão britânico morto e não as dezenas reportadas. 6- Porque razão a reportagem não ouviu os residentes de Palma? Infelizmente, para os mídia portugueses que fazem propaganda da Frelimo, vale tudo, até divulgar supostas sepulturas
Lionel Dyck que termina hoje o seu contrato com a Frelimo disse ontem via whatssap à agência AFP: "God help the people," he told AFP via WhatsApp on Monday, adding that it was "unlikely" soldiers had retaken Palma. Este mercenário desmentiu ontem o comunicado do seu antigo parceiro. Os mídia internacionais ainda não publicaram esta conversa
Está aqui um vídeo exclusivo da SkyNews publicado hoje dia 05-04 que desmente categoricamente a notícia da LUSA Poruguesa, porta-voz da Frelimo. O repórter da SkyNews confirma que os rebeldes Moçambicanos controlam Palma. https://news.sky.com/story/unseen-pictures-show-carnage-of-islamic-state-attack-that-killed-british-man-in-mozambique-12265947
https://www.theguardian.com/world/2021/apr/04/countries-must-unite-halt-mozambique-insurgency-experts-say Mais um apelo para uma intervenção militar, conjunta do Ocidente e África, em Cabo Delgado publicado num dos principais jornais do Reino Unido, o The Guardian. O autor do artigo, sr. Dan Sabbagh, é membro do Institute for Global Change do ex-primeiro ministro do Reino Unido Tony Blair https://institute.global/ .
Por Francisco Nota Moisés em: https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/03/a-revolta-do-norte-%C3%A9-um-grito-contra-um-regime-caduco-que-n%C3%A3o-representa-o-povo.html "Os rebeldes moçambicanos no Norte de Moçambique desferiram um rude golpe ao regime terrorista da Frelimo e aos seus aliados da Total que não deviam ter insistido em continuar neste negócio do gás em Afungi...Esses países não estão interessados nos naturais de Moçambique, mas somente nos seus recursos naturais" Esta é uma grande verdade que é ocultada pelos mídia internacionais. Obrigado, Francisco Moisés. Salvador Forquilha refere em entrevista à DW África: https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/04/cabo-delgado-pesquisador-jo%C3%A3o-feij%C3%B3-diz-que-o-projecto-de-g%C3%A1s-poder%C3%A1-avan%C3%A7ar-mas-sem-muitas-vantagens-para-o-pa%C3%ADs.html "Uma intervenção militar estrangeira estaria a ser equacionada, mas não resolveria os problemas em Cabo Delgado...De facto, o conflito agora entrou numa fase nova. Parece que se trata de uma fase em que nós temos uma ameaça muito direta, tendo em conta os últimos acontecimentos na zona, nomeadamente os últimos ataques a Palma, em que a pressão para a entrada de novos atores no conflito está a tornar-se cada vez mais evidente". João Feijó diz em entrevista à VOA: https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/04/cabo-delgado-pesquisador-jo%C3%A3o-feij%C3%B3-diz-que-o-projecto-de-g%C3%A1s-poder%C3%A1-avan%C3%A7ar-mas-sem-muitas-vantagens-para-o-pa%C3%ADs.html "Para João Feijó, a possibilidade que pode surgir é o projecto avançar, mas com outras contrapartidas. "Há várias possibilidades em jogo, mas todas elas não serão vantajosas para nós". Jaime Nogueira Pinto argumenta em https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/04/cabo-delgado-que-fazer.html : "A prevenção desta e de outras situações chegou a ser articulada num projeto de cooperação luso-moçambicano, cujos elementos tinham a vantagem de ter conhecimento e experiência e o respeito da população civil das áreas em disputa. Mas embora houvesse, a nível do Estado português e do Estado moçambicano, quem entendesse a importância da iniciativa, a falta de visão e sensibilidade estratégica de alguns decisores acabou por paralisar o projeto" Tokyo Sexwale, alto quadro do ANC refere em https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/04/alto-quadro-do-anc-na-%C3%A1frica-do-sul-adverte-para-escalada-regional-de-terrorismo.html : "não se pode esperar que venham atacar o nosso país", é preciso enviar os militares e as forças de segurança para lá por forma a evitar o combate em casa" John Kirby diz em: https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/03/ataques-em-mo%C3%A7ambique-pent%C3%A1gono-determinado-a-apoiar-luta-contra-o-daesh.html "Os Estados Unidos estão determinados" a apoiar o Governo moçambicano a combater os insurgentes em Cabo Delgado, que consideram ligados ao Daesh" O Jornal Observador informa: "Chegou a Maputo o brigadeiro-general Francisco Duarte, que irá comandar a missão de formação de tropas especiais, prevendo-se o envio de duas equipas avançadas de formadores portugueses em Abril." https://observador.pt/2021/04/01/ataques-em-mocambique-acordo-para-treino-de-tropas-especiais-assinado-no-fim-de-abril/ De acordo com as declarações citadas acima, posso concluir que está em curso, ainda numa fase inicial, uma intervenção militar estrangeira em Cabo Delgado, protagonizada pelos países parceiros económicos da Frelimo, "sem tropas no chão", mas que poderá, no futuro, escalar para "tropas no chão". Essa intervenção poderá estender-se ao Sul da Tanzânia, já que os países envolvidos argumentam, sem fundamentação, que o centro de operações dos rebeldes moçambicanos está localizado nesse país. Tal intervenção e posterior envio de tropas de combate fundamenta-se nos seguintes pontos: a) Os projetos de gás em Cabo Delgado foram grandemente afectados pelas vitórias alcançadas pelos valentes rebeldes moçambicanos e a sua continuidade pode acarretar custos adicionais incomportáveis para os seus investidores. b) Estão em jogo investimentos avultados já concretizados que não serão rentabilizados. Só a GALP portuguesa já desembolsou 2.000 milhões de dólares. Serão os Bancos os principais perdedores e isso assusta os governantes dos países parceiros da Frelimo nos projetos de gás porque pode levar ao colapso dos seus sistemas financeiros, já muito enfraquecidos pela pandemia do COVID-19. c) A Frelimo sem os projetos de gás não poderá conter a rebelião interna que começa a ganhar ritmo em outras províncias. Para justificar a intervenção estrangeira, os mídias dos países afectados pela paralisação dos projetos de gás criaram uma narrativa baseada em falsidades, nomeadamente: 1- O número de vítimas mortais de cidadãos estrangeiros em consequência da tomada de Palma foi deliberadamente empolado. Segundo o VOA: https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/03/estado-isl%C3%A2mico-reivindica-ataques-em-palma.html "Entre os mortos pelo menos um cidadão sul-africano. O jornal britânico Times noticiou que um cidadão britânico havia morrido." Foram oficialmente reportados 2 mortos e não dezenas com publicaram os mídia internacionais. 2- Associar o Estado Islâmico à tomada de Palma. Por exemplo, segundo o VOA: https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2021/03/estado-isl%C3%A2mico-reivindica-ataques-em-palma.html "O Estado Islâmico afirmou nesta segunda-feira formalmente ter realizado ataque à cidade de Palma, no norte de Moçambique" Já foi demonstrado que a fotografia de uma suposta publicação do Estado Islâmico a reclamar a tomada de Palma foi deliberadamente alterada pelos mídia e por isso é falsa. Por outo lado, já foi provado que todos meios de comunicação, de e para Palma, foram deliberadamente cortadas pelos rebeldes moçambicanos. 3- A guerra em Cabo Delgado é de carácter religioso em que é necessário combater para exterminar os hipotéticos jihadistas, extremistas e outros istas. Já vi esse filme em outros cenários desastrosos. 4- Os rebeldes são originários da Tanzânia e a sua logística está aí implantada. Antes, os mídia portugueses diziam que eram originários do Uganda e RDC. Os movimentos migratórios em África, que ocorrem e sempre ocorreram entre populações fronteiriças, datam de há muitos séculos atrás. Os países promotores da intervenção militar estrangeira em Cabo Delgado necessitam urgentemente do apoio da União Europeia e do Conselho de Segurança da ONU. Uma boa notícia é que o ultimo Conselho Europeu, com a presença do Presidente dos EUA, terminou como começou. Sem qualquer solução à vista, contrariando assim, o desejo dos países promotores da intervenção estrangeira em Cabo Delgado. https://www.publico.pt/2021/03/28/opiniao/noticia/triste-historia-conselho-europeu-deprimente-1956223 Também, é pouco provável que os membros do Conselho de Segurança de ONU estejam motivados para ouvir os promotores da guerra quando a população mundial debate-se com uma pandemia. Por estes motivos a intervenção estrangeira pode envolver apenas Portugal, França e República da África do Sul. Portugal e França já cooperam na interminável guerra do Mali. Itália não deverá participar na intervenção militar porque ainda não se refez da polémica invasão da Etiópia em Outubro de 1935. Pode-se perguntar porque razão Portugal enviou para Maputo um general. Não será para comandar os 6o militares portugueses que chegarão este mês a Moçambique. Para comandar esse número bastaria um capitão, embora 60 militares não formem uma companhia. Portugal revelou que os militares serão distribuídos pelo sul e centro de Moçambique. Porquê essa distribuição?
Encontrei na versão online do Jornal Nascer do Sol uma foto da chegada a Pemba de militares das FDS expulsos de Palma. Nota-se que parecem estar vagabundear. Está aqui a foto https://sol.sapo.pt/artigo/730081/cabo-delgado-guerra-sem-fim
"E tudo leva a crer que os rebeldes permanecem em Palma depois de terem estrondosamente derrotado a soldadesca da Frelimo" O sr. Lionel Dyck, Chefe da DAG, confirmou à CNN numa entrevista dada no dia 31-02, quarta-feira, de que Palma está sob controlo dos valorosos rebeldes Moçambicanos que lutam contra a Frelimo e os seus associados. https://edition.cnn.com/videos/world/2021/03/31/mozambique-lionel-dyck-intv-intl-ldn-vpx.cnn/video/playlists/around-the-world/ É claro que os jornalistas portugueses que defendem que "O Terror vem do Norte", Tanzânia, vão ficar desapontados com esta recente entrevista de Lionel Dyck. Já agora, gostaria de perguntar a esses jornalistas do Expresso Lisboa se ficariam contentes se o Jornal "El Pais" publicasse uma noticia com título "O Terror vem do Oeste". Estou a referir terror aos terroristas da ETA que transferiram a sua logística para Portugal. O autor deste livro descreve esta operação da ETA https://www.dn.pt/edicao-do-dia/07-set-2020/a-eta-estava-a-transferir-a-sua-base-logistica-para-portugal-12626433.html
"Se, porém, e Tanzânia foi outrora berço da Frelimo, hoje é-o de redes terroristas. O último ataque à vila de Palma, que gerou combates que se estenderam até quarta-feira, foi preparado na Tanzânia, quando em Moçambique se anunciava a fragilidade do grupo terrorista." ...a Tanzânia também se mostrou um elo especial para a logística — inclusive em armas e equipamentos — de qualquer grupo que quisesse atuar no norte de Moçambique, com sub-clãs inteiros vivendo nos dois lados da fronteira do Rovuma”, o rio que separa os dois países." Quais são os fatos que comprovam que a Tanzânia é o berço de redes terroristas, que o ataque à vila de Palma foi preparado nesse país e que é a partir desse país que é feita a logística de armamento para a guerra. É uma acusação muito grave a um país soberano que carece de fundamentação. Seria bom que o jornal Expresso publica-se as suas fontes para fundamentar as suas conclusões. Assumir, sem qualquer fundamentação, que a guerra do norte de Moçambique se resume a um suposta invasão de aliens provenientes da Tanzânia é recusar toda evidência produzida e publicada por vários investigadores moçambicanos profundamente conhecedores da realidade do terreno. Em outros artigos anteriores a vossa fonte refere que as armas dos rebeldes eram "roubadas" aos militares das FDS da Frelimo. Agora, neste artigo dizem que as armas são provenientes da Tânzania. Em que ficamos? É muito difícil compreender as reais intenções do Jornal Expresso com o artigo publicado acima.
"O investigador Fernando Jorge Cardoso considera que o ataque a Palma constitui a ação de maior visibilidade dos insurgentes no norte de Moçambique e visa desviar os recursos militares de Maputo da reconquista de Mocímboa da Praia." Errado sr. Fernando Jorge. Mocímboa da Praia foi tomada pelos valorosos rebeldes moçambicanos em 12 de Agosto de 2020. Por favor, passaram-se 7 meses, sem que as FDS da Frelimo tenham empreendido qualquer operação para uma hipotética reconquista. Toda gente sabe que as FDS perderam a iniciativa e quando são confrontados abandonam as suas armas, fardamentos e veículos militares. Toda gente sabe que a Frelimo e o seu estado estão a desaparecer em definitivo da província da Cabo Delgado. Nesta ofensiva de Palma, toda gente informada sabe, que os rebeldes moçambicanos entraram na sede do distrito fardados com uniformes das FDS e que não houve confrontação.
"O envio deste contingente de 60 militares portugueses, das forças especiais, é enquadrado pelo novo acordo-quadro de cooperação bilateral que está a ser ultimado pelos ministérios português e moçambicano, disse fonte da tutela à agência de notícias Lusa." Também os EUA decidiram, em 1954 do século passado, enviar um pequeno contingente de militares para treinar e formar militares do regime fantoche do Vietname do Sul. Em 8 Março de 1965 as primeiras tropas combate constituídas por 3.500 "Marines" aterraram em Danang. A partir daí o contingente de militares americanos não parou de crescer até atingir 533.000 em 1969. Apesar do preço pago em perdas de vidas, feridos e financeiras, os americanos foram humilhados, derrotados e obrigados a fugir. Portugal, país democrático, toma a decisão histórica de enviar um contingente militar para ajudar um regime totalitário e terrorista que passou 45 anos a insultar os portugueses que estiveram em Moçambique até 1974. Foi esse regime que expulsou os portugueses em 1975 e nacionalizou os seus bens. Foi esse regime que exibiu nas ruas da cidade de Maputo portugueses semi-nus, mal-nutridos, presos sem julgamento e apelidados de "bandidos armados". A história mostra que as intervenções militares em solo estrangeiro têm sempre um início modesto e depois vão escalando no tempo até que as populações, dos países de origem dos militares, começam a ver os seus entes queridos regressarem em caixões. Nenhuma intervenção militar em solo estrangeiro é justificável numa democracia evoluída. Uma coisa é certa, os filhos do primeiro ministro, ministro da defesa e ministro dos negócios estrangeiros nunca irão para a guerra em Moçambique
O investigador moçambicano Salvador Forquilha declarou ao Jornal Nascer do Sol: "É interessante que houve uma espécie de motim em Palma, uns dias antes do ataque, devido à crise alimentar. O nível de descontentamento local aumentou...Ouvi vários relatos de que jovens mesmo de Palma que se decidiram juntar ao grupo quando entrou na vila, outros já colaboravam e pegaram nas suas armas...E daqui a pouco esta situação vai-se complicar mais ainda, quando aumentar a presença externa, mesmo que seja apenas a nível de recolha de informação, treino e equipamento" O investigador refere-se à presença externa de Portugal e dos EUA, com a chegada em Abril de 60 militares portugueses para ajudarem as FDS da Frelimo. Estas declarações são extraordinárias. Contudo, foram ignoradas pelos meios de comunicação principais que fabricaram a maliciosa narrativa do fantasma do Estado Islâmico.
"Uma gravação do Amarula Hotel (Palma) 27.03.2021(voz)(2)" Por Francisco Nota Moisés) A guerra do norte é contra o estado totalitário e a organização terrorista que o dirige. São também alvos desta guerra todos os parceiros económicos e militares que sustentam e protegem esse estado totalitário. A tomada definitiva da sede do distrito de Palma pelos valorosos rebeldes moçambicanos teve apenas como principais alvos as instituições do estado totalitário da Frelimo e das organizações que o sustentam. Como refere o jornal online Carta de Moçambique de 27/03, "Ninguém morreu no Amarula". Esta notícia da Carta de Moçambique demonstra para todo o mundo que o Amarula e os seus hóspedes não são alvos da guerra do norte. Contudo, os mercenários estacionados em Palma, pomposamente referidos como "private security contractors",que cometeram crimes contra a humanidade não escapam à justiça dos valorosos rebeldes moçambicanos. Eles, não são civis, são militares com larga experiência em acções criminosas em outras guerras injustas em África. A maioria dos "private security contractors" estacionados em Cabo Delgados deveriam estar no banco dos réus do Tribunal Penal Internacional para serem questionados sobre os seus crimes contra humanidade. Infelizmente, estes criminosos gozam da protecção nos países onde registam os seus negócios (da morte) e de impunidade nos países onde prestam os seus serviços. Os mídia estrangeiros construíram uma narrativa sobre a guerra do norte fundada na discriminação étnico-religiosa, ódio e falsidades. Os principais meios de informação internacionais desde o New York Times, The Guardian, BBC, SkyNews, Expresso Lisboa e Le Monde, nestes últimos dias, reproduziram a mesma notícia sobre uma suposta invasão de "aliens" do planeta Estado Islâmico em Palma que foi difundida pela l’Agence France-Presse (AFP). Assim, a sede do distrito de Palma foi nestes últimos dias notícia que mereceu destaque nos "healines" dos principais jornais do mundo não por causa dos moçambicanos residentes em Palma, mas sim pela suposta "insegurança" dos 180 expatriados alojados no Amarula. Palma nunca seria notícia se não fosse a histeria que se instalou nos mídia internacionais sobre os acontecimentos da tomada definitiva da sede do distrito de Palma. Os rebeldes não precisaram da autorização dos mídia internacionais para iniciar uma guerra depois de um longo período de reivindicações dignas de qualquer ser humano de qualquer cor e crença religiosa.
O apresentador da STV ressaltou por duas vezes "o administrador (de Palma) fugiu". É uma declaração feita em Maputo, sede do poder, de que o estado e o partido da Frelimo foram expulsos da sede do distrito de Palma pelos valentes jovens guerrilheiros moçambicanos do norte. O Prof. Yussuf Adam, na sua declaração confirma a intervenção militar em Palma de forças estrangeiras, para além da famigerada DAG, a lutar ao lado da Frelimo. São forças pertencentes a potências estrangeiras sobejamente conhecidas pelos constantes desaires que têm sofrido em outros conflitos intermináveis em África nomeadamente, Mali, Burkina Faso, República Centro Africana, Niger, DCR, Líbia e Sudão do Sul.
"A sua investida e o culminar dos seus esforços que resultaram no isolamento da vila onde as forças da ocupação vindas do sul incluindo alguns chigondos do centro passam mal à fome a partir do tempo, algumas semanas atrás, quando os rebeldes impediram a circulação de veículos entre Nangade e Palma." Acertou! Tudo indica que a próxima paragem dos valentes rebeldes moçambicanos será Mueda e depois Montepuez.
"De acordo com a mesma fonte, as comunicações com Palma estão interrompidas, não havendo, até este momento, informação sobre vítimas e danos causados." É o próprio ministério da defesa da Frelimo a reconhecer que não sabem de nada do que se passa em Palma após a ofensiva dos rebeldes moçambicanos. Se não sabem é porque as FDS da Frelimo estacionadas em Palma fugiram em debandada tal como aconteceu em Mocimboa da Praia.
Os rebeldes moçambicanos do norte mostram assim que a sua capacidade combativa e resolução é grande e não há nada que os impeça que avançar para a vitória final por mais que se anunciem apoios militares de grande envergadura de Portugal, França, EUA, República da África do Sul e Rússia. Estas vitórias dos rebeldes moçambicanos do norte acontecem quando todos supostos analistas, jornalistas e académicos, locais e estrangeiros, vangloriavam-se sobre um hipotético enfraquecimento da capacidade combativa dos rebeldes moçambicanos do norte. Desde o princípio que esta gente anda enganada ou é paga para fazer passar notícias falsas. Força, gloriosos combatentes da liberdade